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Bora lá Viajar!

Um blog de viagens de uma sonhadora que quer partilhar as suas experiências com o mundo.

Sex | 30.10.20

Barcelona // Roteiro de 2 dias

Joana Lameiras

Praia da Barceloneta.jpg

 

Barcelona é a cidade mais turística de Espanha e por boa razão - é encantadora, cheia de vida e de locais interessantes para visitar. É a minha cidade favorita do país, de longe, e hoje quero partilhar convosco os dois dias incríveis que lá passei o ano passado!

 

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   ALOJAMENTO

 

Não é segredo que visitar Barcelona em pleno verão não é propriamente barato. É um destino super popular e os preços dos alojamentos podem ser elevados. Por essa razão, decidimos ficar num hostel de backpackers, num quarto com 14 camas. O hostel chama-se The Hipstel Parallel e é muito giro! Os funcionários são muito acolhedores, a decoração dos espaços comuns é engraçada e agradável e a localização do hostel é excelente. Todas as noites, alguém que trabalha no hostel cozinha o jantar, que depois é dividido por quem quiser comer. No final da refeição, quem comeu oferece o montante que preferir pelo jantar - pode ser 0.5€ ou 5€, por exemplo. O hostel dá também direito a pulseiras que dão entrada em certas discotecas de Barcelona.

O ambiente, no geral, é espetacular - é só gente nova, internacional e, na sua maioria, a viajar sozinha pela Europa. Adorei mesmo a experiência e fiquei com imensa vontade de a repetir, por outros países, outros destinos. Sei que partilhar quarto com 13 pessoas não é para todos, especialmente quando, neste caso, 11 delas eram completos estranhos para mim. Há sempre gente a entrar e a sair, mas acho que não é nada que um bom par de tampões de ouvidos não resolva. As duas noites que passei no hostel foram tranquilas, e o pessoal era, geralmente, respeitador.

 

The Hipstel, Barcelona.jpg

 

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   ITINERÁRIO

 

DIA DE CHEGADA

 

Viagem de Madrid para Barcelona.jpg

 

Viemos para Barcelona de Madrid, e o voo foi a meio da tarde, pelo que já passavam das 18h quando chegámos ao centro da cidade, mais propriamente à Plaça d’Espanya, imponente com as torres venezianas e a arena, outrora uma praça de touros.

 

Torres venezianas da Plaça d'Espanya.jpg

 

Fomos a pé até ao hostel, que não era muito longe, e logo nos instalámos no quarto, guardando as nossas mochilas nos cacifos debaixo das camas.

Quando saímos, era já hora de jantar e a fome apertava. Nas ruas perto do hostel há imensos bares e restaurantes, pelo que era só uma questão de ver mesas livres e escolher onde sentar.  Uma destas ruas, a Carrer Blai, é mesmo conhecida por ter um aglomerado de locais onde se comem as melhores tapas e pinchos de Barcelona. Haviam várias tascas bastante cheias, as mais populares, mas não tivemos dificuldade em encontrar sítios com lugares por ocupar.

Para quem não sabe, pinchos são pequenos petiscos tradicionais do norte de Espanha, especialmente populares no País Basco. A sua diferença relativamente a tapas é que os pinchos são normalmente servidos num pedaço de pão, enquanto que as tapas tendem a ser pequenas porções de pratos tradicionais espanhóis, tal como a tortilla espanhola.

Normalmente existem vários pinchos já preparados no balcão das tascas, podendo o cliente tirar à vontade aqueles que preferir, sendo a refeição cobrada no seu fim, consoante o número e tipo de pinchos consumidos. Cada pincho vem com um palito grande e, geralmente, existem dois tipos de pinchos - os de 1€ e os de 1.50€. Os preços são distinguidos pelo palito do pincho, que difere consoante o tipo de petisco.

 

fork.png  Jantar

King Pinchos - Ahh, como eu adoro a gastronomia espanhola. Os pinchos estavam fenomenais e há para todos os gostos, com imensos ingredientes diferentes. Existe com carne, com peixe, com queijo, com vegetais… há mesmo de tudo. O restaurante era acessível e tinha um bom ambiente, mas isso também não é difícil, quando fica numa rua tão animada como a Carrer Blai!

 

King Pinchos.jpg

 

Para terminar a noite, fomos passear pela La Rambla - provavelmente a rua mais famosa de Barcelona. Muito cheia, especialmente de turistas, é uma rua onde abunda a confusão, a música e as luzes. É um local icónico de Espanha e que vale a pena visitar, tanto de noite como de dia.

 

La Rambla.jpg

 

Fomos até ao Monumento a Colombo, que fica numa das pontas da La Rambla, e depois demos meia-volta e regressámos ao hostel, para nos prepararmos para um próximo dia em cheio.

 

Monumento a Colombo.jpg

 

DIA 1

Voltámos à La Rambla pela manhã para visitar o Mercado de São José, também conhecido como La Boqueria, que é, sem dúvida, o mercado mais famoso de Barcelona. Vende imensos tipos de produtos, mas nos últimos anos tem-se tornado cada vez mais uma atração turística, sempre apinhado de gente, e já menos um local onde as pessoas vão de facto fazer compras.

 

Mercado de São José, Barcelona.jpg

Fruta no Mercado de São José.jpg

 

Do outro lado de La Rambla, fica o Bairro Gótico, ou El Gotic. Com as suas ruas medievais encantadoras, este bairro é um sítio muito giro por onde passear, cheio de atrações. 

Uma delas é a Catedral de Barcelona. Tal como o nome do bairro indica, esta catedral é em estilo gótico, datada do século XIV, e é muito bonita, especialmente por fora.

 

Catedral de Barcelona.jpg

Interior da Catedral de Barcelona.jpg

Vista da Catedral de Barcelona.jpg

 

Seguimos para a Praça de Sant Jaume, centro histórico e administrativo da cidade, e para a Praça Real, com os seus bares e restaurantes populares.

 

Praça Real, Barcelona.jpg

 

No topo de La Rambla, situa-se a famosa Praça de Catalunha, onde nos sentámos a observar a vida e a confusão à nossa volta. Este local é o ponto de encontro de muitas ruas conhecidas - para além de La Rambla, temos também a Rambla de Catalunha e o Passeig de Gràcia.

 

Praça de Catalunha.jpg

Bolas de sabão na Praça de Catalunha.jpg

 

Foi para esta última rua que nos dirigimos, onde fica a famosa Casa Batlló do arquiteto Gaudi. Está cheia de gente à sua frente, a tentar tirar fotografias, e tem sempre uma fila para entrar. Eu e as minhas amigas optámos por não visitar o interior, neste ou em qualquer outro edifício de Gaudi, mas apreciámos a linda arquitetura por fora, e só isso já vale a pena. É mesmo algo diferente, que se destaca de tudo à volta.

 

Casa Batlló.jpg

 

Ainda nessa rua, há a Casa Lleó Morera, desta vez não de Gaudi mas do arquiteto modernista Montaner. Existe também a Casa Amatller, modernista, de Cadafalch, e no final da rua, está a Casa Milà, ou La Pedrera, novamente de Gaudi. Todos estes edifícios são únicos e enriquecem em muito a zona com a sua beleza distinta, tornando o Passeig de Gràcia uma das ruas mais emblemáticas de Barcelona.

 

Casa Lleó Morera.jpg

Casa Amatller.jpg

Casa Milá.jpg

 

Na nossa procura por lugar para almoçar, passámos ainda pela Casa de les Punxes, outro exemplo da arquitetura linda daquela zona.

 

Casa de les Punxes.jpg

 

fork.png  Almoço

Para almoçar, optámos por comer um bom gaspacho num restaurante da área, do qual não me consigo recordar do nome. No entanto, alternativas naquelas ruas não faltam - há imensos restaurantes, é só mesmo escolher. Encontrar um com preços acessíveis já é mais desafiante… e aquele em que acabámos era um bocadinho caro.

 

Gaspacho em Barcelona.jpg

 

Depois da nossa refeição, continuámos a caminhar pelas ruas, passando por vários edifícios que saltam à vista, até chegar ao Arc de Triomf, onde parámos para tirar fotografias. Este é um monumento bonito, situado num local também muito giro, no qual dá mesmo vontade passear.

 

Arc de Triomf, Barcelona.jpg

Passeig de Sant Joan, perto do Arc de Triomf.jpg

 

Seguimos para o Parc de la Ciutadella, mesmo ao lado, muito grande e com imenso para ver. Lá dentro, para além do Parlamento da Catalunha, existe também a Cascata do Parque, o Jardim Zoológico de Barcelona e a Praça de Joan Fiveller, entre outros pontos de interesse. Um parque a não perder!

 

Lago do Parc de la Ciutadella.jpg

Parlamento da Catalunha.jpg

 

Para terminar bem a tarde, fomos a pé até um dos sítios de que mais gostei - a Barceloneta. Com uma praia extensa e imensas esplanadas agradáveis (e caras), a Barceloneta é o sítio perfeito para relaxar num dia de calor. Isto é, claro, se trouxerem fato de banho, ao contrário de nós, que nos esquecemos completamente… No entanto, mesmo com a frustração de não ir ao banho, adorei passear na areia, sentindo a água quentinha nas pernas. Sentámo-nos num rochedo, com vista para o areal e para as palmeiras, e tenho a dizer que foi um dos momentos mais pacíficos que vivi no ano de 2019. Soube-me mesmo bem.

 

Barceloneta.jpg

 

Regressámos ao hostel de metro e lá jantámos comida feita por um dos trabalhadores do alojamento. Tudo soube bem, principalmente o pão de alho que havia! E ficou super barato, o que foi ótimo para nós.

Como não podia deixar de ser, fomos ver nessa noite o espetáculo de luzes da Fonte Mágica de Montjuic. É um espetáculo muito bonito, que costuma dar durante 1h todas as noites de verão (e em alguns meses do restante ano). A fonte estava apinhada de turistas, o que significa também que haviam imensos vendedores e artistas de rua lá próximos. Eu costumo adorar este tipo de ambientes, por isso não foi uma surpresa ter gostado tanto daquela zona.

 

Fonte Mágica de Montjuic.jpg

 

DIA 2

fork.png  Pequeno-almoço

Forn D’en Pau - Começámos a manhã na caça aos famosos churros. Foi difícil encontrar um sítio que os fizesse em pleno verão, mas lá descobrimos. Os churros em si não eram nada de espetacular, mas a junção churros + chocolate quente (e molhar os churros na própria bebida) foi uma novidade para mim, e era uma boa combinação.

 

Churros em Barcelona.jpg

 

Seguimos para o Parc Güell, mas, infelizmente, não pudemos ver a famosa salamandra de Gaudi. Todos os bilhetes do dia estavam mais do que esgotados, pelo que tivemos oportunidade apenas de passear pelas áreas do parque que são gratuitas. A zona monumental é a zona paga, que contém, para além da salamandra, as casas e os bancos de mosaico. É esta a parte mais turística e que chama mais atenção - e por isso é que não conseguimos arranjar bilhetes na hora. Eu já a tinha visitado, há vários anos, mas fiquei com pena de não poder entrar novamente, pois já não me lembro de grande coisa. De qualquer maneira, toda a zona gratuita é interessante, com um miradouro muito bonito e imensos espaços verdes. Para além disso, dá para ver algumas das casas e é possível também espreitar para dentro da parte monumental. No entanto, a minha recomendação continua a ser comprar o bilhete online, para evitar que isto também vos aconteça, porque o parque vale mesmo a pena.

 

Parc Güell.jpg

Casa no Parc Güell.jpg

Vista no Parc Güell.jpg

Eu no Parc Güell.jpg

 

Seguimos para a Sagrada Família - e desta vez vínhamos prevenidas! Tínhamos comprado o bilhete online dois dias antes com áudio guia, porque os bilhetes sem áudio guia estavam, também, esgotados. E ainda bem que estavam, porque o áudio guia vale bem a pena! Nunca tinha entrado dentro do templo e adorei muito mais do que pensava. É incrível lá dentro, e aprender a história por detrás de cada detalhe é fascinante. Valeu 100% a pena os cerca de 25€ que paguei, sem qualquer dúvida. A Sagrada Família é linda e interessantíssima, mesmo para quem pouco percebe de arte e história (como eu).

 

Sagrada Familia.jpg

Janelas na Sagrada Familia.jpg

Interior da Sagrada Familia.jpg

Efeito das luzes na Sagrada Familia.jpg

Exterior da Sagrada Familia.jpg

 

O resto do dia foi passado a ir para o aeroporto e a esperar pelo nosso voo, que atrasou um par de horas. Ao chegar a Lisboa, fui direta ter com a minha mãe a um hotel, porque estava prestes a começar uma outra aventura para mim, da qual já falei um pouco aqui… ia mudar-me para a Suécia - tinha voo na manhã seguinte!

 

E assim terminou a minha curta estadia em Barcelona. Acho que aproveitei bem o tempo, apesar de não ter planeado algumas coisas da melhor forma, como a entrada no Parc Güell. De qualquer maneira, adorei esta viagem e foram dois dias super bem passados, a conhecer imensos recantos incríveis. Barcelona tem mesmo um pouco de tudo e acho que é uma das melhores cidades a que já fui para passar uns dias de férias!

 

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Barcelona - Roteiro de 2 dias.png

Sab | 17.10.20

Madrid // Roteiro de 3 dias

Joana Lameiras

Lago Grande do El Retiro.jpg

 

Em Agosto de 2019, no último verão pré-pandemia, fiz uma viagem a Espanha, passando 3 dias na capital do país, Madrid. A cidade é enorme e tem imenso para conhecer, desde parques gigantes a museus riquíssimos. Aqui fica um resumo da minha viagem, com algumas dicas para aproveitar o tempo ao máximo!

 

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   ALOJAMENTO

 

Escolhemos um dos Airbnb's mais baratos que era, essencialmente, um quarto dentro de uma casa de uma família. A melhor parte é que não nos tínhamos apercebido disto, e quando nos abriram a porta e vimos uma data de pessoas (e um cão!) à nossa espera, pensámos que estávamos no sítio errado.

Apesar desta surpresa, a estadia foi tranquila - ninguém nos incomodou e o quarto tinha boas condições. A única coisa que faltou mesmo foi o ar condicionado, porque o verão de 2019 foi completamente impossível em Madrid, especialmente em Agosto, e morremos de calor na primeira noite.

 

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   ITINERÁRIO

 

DIA DE CHEGADA

A nossa viagem começou de maneira um pouco… atribulada. A viagem foi feita mesmo antes de eu me mudar para Estocolmo, o que significa que fiz as malas para a Suécia ao mesmo tempo que a mala para Espanha. Isto quer dizer que me baralhei toda e me esqueci de uma data de coisas para Espanha, como já era de esperar.

O voo para Madrid teve bastante turbulência e, ao chegarmos ao aeroporto, o Google Maps identificou incorretamente a morada do nosso alojamento e deu-nos indicações erradas. Isto resultou em umas horas confusas a mudar de comboios, caminhar por partes da cidade duvidosas e até chamar um Uber que depois esteve a falar com a nossa host ao telemóvel, porque nós não fazíamos ideia onde nos tínhamos ido meter. A motorista do Uber chamava-se Maria Imaculada, e era um completo anjo, porque nos conseguiu resolver a salganhada e o stress da situação em que estávamos.

Já era quase de noite quando finalmente conseguimos chegar ao destino, completamente exaustas. Foi aí que tivemos a nossa surpresa, da qual já falei - o nosso quarto era dentro de uma casa completamente habitada por uma família de 5 ou 6 pessoas e um cão (muito meiguinho).

Fomos jantar a um Domino’s lá perto nessa noite, o que nos soube pela vida, e quando chegámos ao nosso quarto, preparámo-nos para o pior. É que estavam 30ºC na rua, às 22h, e o nosso quarto tinha apenas uma pequena ventoinha.

Escusado será dizer que dormimos pessimamente nessa noite, porque o calor era realmente infernal. Uma das minhas amigas até foi dormir para o chão, o que foi claramente o momento alto da noite! 

 

DIA 1

Começámos o dia no El Rastro, o mercado mais popular de Madrid, realizado todos os domingos. É enorme e cheio de gente, o que significa que é preciso ter cuidado com as malas e mochilas. Tem um ambiente animado e fica numa zona com alguma arte urbana, como podem ver nas fotografias abaixo.

 

El Rastro.jpg

Arte no El Rastro.jpg

 

Seguimos para um dos poucos sítios dos quais eu me lembrava perfeitamente de ver da última vez que tinha estado em Madrid - a Estação de Atocha. Não é por acaso que essa estação me marcou - é enorme e o seu jardim interior dá-lhe uma singularidade e graça únicas. Uma estação muito bonita!

 

Estação de Atocha.jpg

 

Lá perto, fica o gigante jardim do El Retiro. Líndissimo, é considerado o pulmão verde da cidade. Tem um lago onde se pode andar de barco e o Palácio de Cristal, uma construção muito bonita que era originalmente uma estufa. Hoje em dia, contém exposições de arte, de entrada gratuita.

 

Eu e o Lago Grande do El Retiro.jpg

Palácio de Cristal, El Retiro.jpg

Dentro do Palácio de Cristal, El Retiro.jpg

El Retiro.jpg

 

Por esta altura, a fome já apertava, pelo que fomos à procura de um restaurante onde comer. A caminho, passámos pela igreja San Jerónimo El Real.

 

Igreja San Jerónimo El Real.jpg

 

fork.png  Almoço & Gelado

Tinto y Tapas Bar - Comida um bocadinho cara para a sua quantidade, mas de ótima qualidade, deliciosa! O ambiente é bom e a localização também.

 

Tinto y Tapas Bar.jpg

Tinto y Tapas Bar 2.jpg

 

Como estava imenso calor, não demorámos muito a parar para um gelado.


GIOELIA Cremaria - Que delícia de gelado! Pedi um cone com chocolate e amêndoa e duas bolas, framboesa e avelã. Estava incrível!! Recomendo imenso, foi dos melhores gelados que já comi em Espanha.

 

GIOELIA Cremaria.jpg

 

Passámos a tarde em dois museus: o Museu Rainha Sofia e o Museu do Prado. Ambos os museus têm dias e horas específicas em que a entrada é completamente grátis, basta ver nos websites respetivos. Penso que paguei para entrar no Museu Rainha Sofia, tendo lá passado cerca de 2h. No caso do Museu do Prado, este tinha entrada gratuita nas últimas duas horas do dia, pelo que fomos para a fila 10 minutos antes da hora suposta. O problema é que muita gente pensou da mesma forma, e às 17h, a fila era interminável. Lá conseguimos entrar e visitar o museu, durante cerca de 1h30. O Museu do Prado é mesmo enorme, tem imenso para explorar, e 2h não são suficientes para tudo. No entanto, isto não deixou de ser uma excelente oportunidade para vermos o museu mais importante de Espanha, e um dos mais importantes do mundo.

 

Museu Rainha Sofia 3.jpg

Museu Rainha Sofia.jpg

Museu Rainha Sofia 2.jpg

 

Gostei bastante de ambos os museus e recomendo a todos. Com uma boa pesquisa, dá para planear a viagem de forma a conseguir visitar de forma gratuita estes lugares. E, mesmo que isso não seja possível, os bilhetes de entrada têm preços bastante acessíveis.

Para terminar o dia, fomos até à Porta do Sol e a Plaza Mayor. Estes são dois dos locais mais cheios de Madrid, e com ótimo ambiente. Há música a tocar, estátuas humanas a tentar a sua sorte, restaurantes apinhados de gente. Gostei bastante de os visitar e foi um ótimo final de dia.

 

Porta do Sol, Madrid.jpg

Plaza Mayor, Madrid.jpg

Plaza Mayor.jpg

 

Felizmente, nesta noite dormi muito melhor. Abrimos as janelas durante a noite, o que ajudou, e a minha mãe deu a excelente sugestão de molhar uma toalha e dormir com ela em cima. Resultou e dormi que nem um anjinho! Acordei cheia de energia e bem preparada para outro aventura.

 

DIA 2

Decidimos passar este dia no Parque de Atracciones de Madrid, um parque de diversões a cerca de 20 minutos de metro do centro da cidade. Antes de nos deslocarmos para lá, no entanto, decidimos passar na Plaza de España e no Templo de Debod. A praça, infelizmente, estava em obras, pelo que passeámos apenas à sua volta, e acabámos por não ver grande coisa do jardim. 

Depressa nos deslocámos para o Templo de Debod, lá perto, que fica num enorme parque com vistas bonitas, apesar de não ser muito alto. Este templo é egípcio e é o único com esta origem em toda a Espanha. Pareceu interessante, mas já vi fotografias do monumento à noite, com luzes, e fica bastante mais bonito. De qualquer maneira, recomendo explorarem este enorme parque, o Parque do Oeste, porque parece ter muito para ver!

 

Vista do Parque do Oeste, Madrid.jpg

 

Partimos rumo ao parque de diversões. Cada bilhete de entrada, comprado online e com antecedência, ficou em cerca de 25€. Por esta razão, não íamos com grandes expectativas para o parque. Parecia ser giro e sabíamos que era popular em Espanha, por isso decidimos experimentar.

Fiquei completamente surpreendida. O parque tinha muito mais coisas do que estava à espera e tive um dia super divertido! Para começar, tem imensos espaços verdes e sombras, o que é ótimo. Até vivem lá livremente aves exóticas, que se aproximam das pessoas. Haviam várias diversões com água, o que foi muito bom para o dia quente que estava, e também havia muita coisa para pessoal que adora adrenalina, como eu! Por norma, gosto de parques temáticos. Mas este excedeu as minhas expectativas, especialmente considerando o preço que paguei. Recomendo, especialmente a quem gostar de arriscar e experimentar todo o tipo de montanhas-russas.

 

Entrada do Parque de Atracciones de Madrid.jpg

Montanha-russa do Parque de Atracciones de Madrid.

Parque de Atracciones de Madrid.jpg

 

fork.png  Jantar

Tako Away - Como amante de comida mexicana, não consigo resistir a uma boa cadeia de fast food cujo nome é um trocadilho referente a tacos. Fui lá, comi e fiquei satisfeita. Já provei melhor, mesmo em cadeias de fast-food mexicanas, mas não fui nada mal servida, e os preços são muito acessíveis, na ordem dos 6-7€.

 

Tako Away, Madrid.jpg

 

DIA 3

Voltámos à Plaza Mayor pois queríamos visitar algo que fica lá muito perto - o Mercado de San Miguel. Cheio de vida, pessoas e comida que deixa água na boca a qualquer um (mas a carteira vazia), não é por acaso que este mercado é uma atração turística tão grande.

 

Mercado de San Miguel, Madrid.jpg

 

De seguida, decidimos passear pela zona, explorando as ruas e ruelas. Acho que esta é uma parte essencial de qualquer viagem - ir à descoberta por ti, deambulando pelas ruas. Numa cidade destas, que tem tanto para oferecer, esta é uma atividade especialmente encantadora.

 

Rua de Madrid.jpg

 

Caminhámos assim até à La Latina, um bairro cheio de bares de tapas, que abre o apetite a qualquer um. Infelizmente para a nossa gula, tínhamos trazido sandes de casa, pelo que nos deslocámos para o próximo ponto a visitar no roteiro.

 

La Latina.jpg

 

Dirigimo-nos assim até ao Palácio Real de Madrid, a residência oficial do Rei de Espanha, que também é o maior palácio real da Europa. É espetacular e imponente. Optámos por não visitar o seu interior, principalmente porque estava uma fila interminável. No entanto, o preço da entrada não é nada de especial, por volta de 12€, por isso deve valer bem a pena fazer uma visita, se tiverem mais tempo e paciência do que nós :’)

 

Palácio Real de Madrid.jpg

 

De um dos lados do palácio, existe também a Catedral de Santa Maria a Real de Almudena, uma catedral grande e bonita, de arquitetura distinta, sendo ela uma mistura de vários estilos.

 

Catedral de Santa Maria a Real de Almudena.jpg

 

Optámos por ir para um dos jardins que rodeia o palácio almoçar. Este é o Jardim de Sabatini, muito bonito e agradável, cheio de sombra e com vista para um dos lados do palácio.

 

Palácio Real de Madrid do Jardim Sabatini.jpg

Jardim Sabatini.jpg

 

Durante a tarde, o calor estava mesmo intenso, pelo que passámos umas boas horas só a descansar nos jardins ali perto e a tirar fotografias.

Fomos até à Plaza de Oriente torrar um bocado ao sol e admirar mais uma praça bonita, e foi aí que nos deu a fome novamente. Com uma curta pesquisa no google, descobri uma gelataria perto e lá fomos nós.

 

Estátuas na Plaza de Oriente, Madrid.jpg

Plaza de Oriente, Madrid.jpg

 

fork.png  Lanche

Zúccaru - Incrível, espetacular, ADOREI. Esta é uma pequena gelataria que passa despercebida num canto da rua. No entanto, se por aqui passarem, façam um favor a vocês próprios e provem um cannoli siciliano, feito por pessoal italiano super simpático. Fiquei completamente fã. É feito de massa doce e queijo ricotta, com toppings à escolha e é delicioso! Pedi também um granizado, igualmente saboroso e que soube mesmo bem com todo aquele calor na rua. Se um dia voltar a Madrid, não há hipótese de não vir aqui lanchar!!

 

Cannoli, Zuccaru, Madrid.jpg

 

Partimos para a Gran Via, uma rua enorme cheia de confusão, lojas e prédios altos. Visitámos algumas lojas que não existem em Coimbra, e observámos o ambiente caótico de uma das ruas mais populares de Madrid. Nesta zona há de tudo, é só preciso mesmo procurar!

 

Gran Via.jpg

 

fork.png  Jantar

Queríamos provar uma boa paelha, e por isso fizemos uma reserva num restaurante encontrado no TripAdvisor para essa noite, do qual, infelizmente, não me recordo do nome. A comida estava mesmo boa, e valeu o dinheiro que demos, que não foi assim tão pouco. Tudo, desde o pão e manteiga de entrada, até à paelha, estava delicioso!

 

Paelha em Madrid.jpg

 

Gostei muito de ir a Madrid. O calor foi um bocado insuportável, mas fora isso, foi uma cidade que nos tratou mesmo bem - encontra-se comida deliciosa, vistas muito bonitas e sítios extremamente interessantes. É uma cidade de Espanha a não perder!

 

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Madrid - Roteiro de 3 dias.png

Qui | 08.10.20

Letónia // Cruzeiro a Riga

Joana Lameiras

Praça Central, Riga.jpg

 

A Suécia faz fronteira com a Noruega, Dinamarca e ainda com o norte da Finlândia. Apesar de não ser no centro da Europa, está rodeada por países interessantes que têm imenso para ver. No entanto, Oslo, na Noruega e Copenhaga, na Dinamarca, não são os destinos mais acessíveis monetariamente, se partindo de Estocolmo. Viajar de comboio não é muito barato e os voos, principalmente para a Noruega, não costumam ser particularmente económicos. Assim, a maior parte dos estudantes universitários acabam por optar visitar outros três países: a Estónia, a Letónia e a Finlândia.

A razão pela qual estes três destinos e as suas capitais são populares para os estudantes internacionais é simples: existem cruzeiros ou ferrys que vão e vêm para estas cidades, quase todos os dias, por preços super baratos. Normalmente, apanha-se o cruzeiro em Estocolmo de tarde, passa-se uma noite no barco, na manhã seguinte visita-se a cidade escolhida e ao final da tarde volta-se a entrar no barco, passando mais uma noite em alto-mar e regressando a casa no dia seguinte.

Cruzeiro para Riga.jpg

 

Existem várias empresas que oferecem este tipo de serviços, mas a que escolhi foi a Tallink. Os preços variam consoante a época e o dia da semana. Optei por ir a uma sexta-feira, regressando num domingo, para não ter de faltar a nenhuma aula. Os bilhetes são por cabine, tendo ficado a nossa em cerca de 48€ para 4 pessoas, sendo 12€ por pessoa. Mais barato é difícil - os 12€ incluem as duas noites e o transporte de ida e volta, não esquecendo o entretenimento noturno, que não é nada mau! Quero salientar que, ao comprar os bilhetes, é importante que o site esteja na versão sueca, e não na versão internacional, em inglês, porque os preços mudam completamente. São aquelas armadilhas para turistas em que às vezes é fácil cair...

Cabine no cruzeiro.jpg

 

O barco tem supermercado, loja de roupa, restaurante, casino, uma discoteca, sala de espetáculos, sala de jogos (matraquilhos e afins - tudo grátis), spa, vários bares em diferentes andares e música ao vivo. Se não me engano, tinha 11 andares, ou convés, ficando a nossa cabine num dos mais baixos, por ser tão barata.

 

Concerto no cruzeiro.jpg

 

Outra das razões pela qual estes cruzeiros são tão populares é que é bastante mais barato comprar álcool noutro país que não a Suécia, especialmente se for a Estónia ou a Letónia. É possível trazer esse mesmo álcool a bordo, o que é uma grande vantagem em relação às restrições que existem ao andar de avião.

 

Eu e os meus amigos optámos por ir a Riga, capital da Letónia. Fomos no final de janeiro, e infelizmente apanhámos imensa chuva. No entanto, conseguimos mesmo assim passear um pouco e ver algumas das atrações principais que a cidade tem para oferecer, no curto espaço de tempo que tivemos (10h - 16h30). Quero salientar que, para quem gosta do estilo de arquitetura Art Noveau, Riga é realmente uma cidade interessantíssima. Existem imensos edifícios muito bonitos perto do centro da cidade, mas fora da parte velha. Recomendo assim irem à descoberta, se tiverem mais tempo do que tive, e não se contentarem apenas com aquilo que é mais turístico. Aqui ficam os locais que tivemos a oportunidade de descobrir:

 

  • Igreja de São Pedro

    A torre desta igreja, que se pode ver na fotografia, já passou por muito: foi atingida por relâmpagos 6 vezes desde a sua construção, em 1209, e foi parcialmente destruída durante a Segunda Guerra Mundial num incêndio. Esta é de momento a igreja mais alta de Riga, com a torre de mais de 123 metros.


    Igreja de São Pedro, Riga.jpg



  • House of Blackheads

    Este é um dos edifícios mais importantes de Riga. Hoje em dia é um museu, mas foi outrora o lugar de residência do Presidente da Letónia, assim como o local onde muitas cerimónias de reis e concertos de ópera com estrelas mundiais ocorreram.
    A House of Blackheads também foi danificada, em 1941, quando foi bombardeada pelos alemães, e mais tarde os destroços foram completamente demolidos pelos sovietes. Só em 1999 ficou o edifício reconstruído, com a ajuda de cerca de 5000 participantes, que doaram uma pequena quantia para ajudar no processo.


    House of Blackheads, Riga.jpg

    Monumento aos Músicos de Bremen, Riga.jpg



  • Casa do Gato

    Este edifício possui esculturas de dois gatos empoleirados no telhado. Do outro lado da rua, existe a câmara do comércio e o dono da casa do gato terá, há muitos anos, querido pertencer a essa câmara. No entanto, foi rejeitado e, como vingança, decidiu mandar construir um dos gatos, de forma a ter o rabo na direção da câmara, como se fosse fazer necessidades! A câmara é que não achou muita piada, e o dono da casa foi forçado a virar o gato, para o rabo ficar numa outra direção.


    Casa do Gato, Riga.jpg



  • Catedral de Riga

    Construída em 1211, esta catedral é considerada a maior igreja medieval dos estados bálticos. É uma catedral protestante e uma das suas atrações é o orgão que se encontra no interior, considerado o 3º maior orgão tubular do mundo.


    Catedral de Riga.jpg



  • Praça Central

    Esta praça é considerada o coração da parte velha da cidade - é o sítio onde decorrem mais atividades culturais e é rodeada por vários edifícios medievais, o que a torna muito interessante. O nome em inglês, Dome Square, é proveniente da própria catedral de Riga, que mencionei anteriormente, pois esta é situada na praça e o seu nome foi outrora “Riga Dome Cathedral”.


    Praça Central.jpg



  • Igreja de Nossa Senhora das Dores

    Esta é uma das igrejas mais diferentes que podem encontrar na cidade, nomeadamente por causa das suas cores, e achei-a muito bonita. É católica e foi construída no século 18.


Igreja de Nossa Senhora das Dores, Riga.jpg

 

 

Todos estes pontos são super perto uns dos outros, pelo que andar a pé a explorar é mais do que possível.

 

Não ia com grandes expectativas para esta aventura, devo confessar, e por isso fiquei agradavelmente surpreendida, especialmente com a qualidade do cruzeiro! 

Relativamente a Riga, não posso negar que a chuva estragou bastante o ambiente e dificultou os nossos planos. No entanto, foi possível admirar a cidade e ver que é interessante, e deve ser ainda melhor durante o verão. 

No geral, gostei bastante da experiência. Achei o preço fantástico para o cruzeiro que era e diverti-me a dançar e a ouvir música ao vivo à noite. É algo diferente, sem dúvida, e uma maneira perfeita de passar um fim-de-semana animado, conhecendo um sítio novo.

 

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Letónia - Cruzeiro a Riga.png