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Bora lá Viajar!

Um blog de viagens de uma sonhadora que quer partilhar as suas experiências com o mundo.

Qua | 19.05.21

Cápsula do Tempo, 2009 // Roadtrip por Itália

Joana Lameiras

Pizzaria em Verona.JPG

 

Como é que vos soa uma roadtrip por 8 cidades italianas durante 11 dias em pleno Agosto? À minha família soou mesmo bem e por isso, em 2009, metemos mochila às costas e partimos num avião até Pisa, a famosa cidade com nome de comida e com a torre inclinada mais conhecida do mundo. 

 

Mapa.png

Torre de Pisa.JPG

 

Foi em Pisa que alugámos uma carrinha de 9 lugares para saltitar entre cidades e explorar uma parte do país, substituindo os carros que tínhamos deixado em Coimbra. Foi também em Pisa que comemos a nossa primeira pizza italiana, que naturalmente mudou a nossa perceção do que é uma boa pizza para sempre… tanto que era difícil passar um dia sem comer uma. Durante aqueles 11 dias os nossos almoços eram essencialmente sandes, pizza, massa ou lasanha, e os nossos jantares eram feitos no parque de campismo, com o fogão a gás que nos dava imenso jeito, numa altura em que ter eletricidade a fazer campismo não era algo nada habitual. Não posso deixar também de mencionar que comíamos sempre um gelado por dia… porque nem podia ser de outra maneira.

 

Margherita.JPG

 

Foi precisamente numa gelataria que encontrámos aquilo que iria ser, sem dúvida alguma, o destaque da viagem: uma máquina na qual se inseria uma moeda, mas em vez de cair um chocolate, ou um boneco, caíam… dentaduras. Dentaduras hilariantes, pelas quais tanto eu como a minha irmã e as minhas primas nos apaixonámos, e, obviamente, não parámos de usar em momento algum durante a viagem, assustando por vezes o pessoal que passava por nós, o que era a comédia total. Poupo-vos às fotografias porque aquilo não era coisa bonita de se ver.

Aproveitámos a nossa estadia em Pisa para dar um saltinho a Livorno e ir à praia, provando pela primeira vez as águas maravilhosas de Itália. Estava sempre dentro de água, a não ser nos momentos em que vislumbrava uma alforreca… nos quais fugia a correr com medo de ser picada. Haviam realmente imensas, e grandes, devido às altas temperaturas, mas tive sorte de nunca ter um confronto direto com nenhuma delas.

A próxima paragem foi a linda Roma, capital do país. Desmontámos todas as tendas, fizemo-nos à estrada e passado cerca de 4h, lá estávamos nós, numa cidade gloriosa e muito, muito quente. É disso que me lembro melhor, do calor. Estava tão quente que se compravam garrafas de água com gelo lá dentro, para encostar à cara e aos braços até derreter o suficiente para a conseguirmos beber. E deixem-me dizer-vos que não demorava muito tempo até isso acontecer... Estava realmente insuportável, especialmente num dia específico em que decidimos andar num daqueles autocarros de 2 andares, cujo segundo andar não tem teto. Isto, é claro, resultou em muito tempo sob o sol, a esturricar lentamente. A nossa salvação foram uns vendedores de rua que passaram pelo autocarro e decidiram tentar fazer negócio e vender-nos uns chapéus de sol estilo sombrinha chinesa. Com o nosso desespero, rapidamente demos o dinheiro, do cimo do nosso autocarro, e recebemos os chapéus, de lá de baixo, que nos protegiam bem mais do que os nossos bonés.

Em Roma fizemos tudo o que em Roma se faz. Fomos até ao Coliseu, pedimos um desejo na Fonte de Trevi (o clássico: ganhar o euromilhões), visitámos o Vaticano, passando pelos seus museus, pela Capela Sistina e pela Basílica de S. Pedro (e esperámos muuuuito tempo na fila para entrar), entre outras coisas.

 

Coliseu de Roma.JPG

Ponte Sant'Angelo.JPG

 

De Roma voltámos para o norte, desta vez até Siena. Esta cidade diferenciou-se bastante da anterior porque é significativamente menos turística, mas não deixa de ser encantadora, com as diferentes praças e basílicas. Foi em Siena, mais precisamente na Piazza del Campo, que fomos a uma das muitas maravilhosas gelaterias italianas. Esta, no entanto, destacou-se por ter sabores super incomuns, como figo e ricotta. Infelizmente, o meu eu de 11 anos estava apaixonado por chocolate (como sempre estarei…) e recusava-se a pedir qualquer outro sabor. Olhando para trás, sei que perdi imensas oportunidades, mas espero poder compensar e provar todos os sabores diferentes que existem em Itália num futuro próximo!

 

Catedral de Siena.JPG

Gelados em Siena.JPG

 

Subimos mais um bocadinho e fomos dar a Florença, a cidade favorita da minha mãe pelos seus fatores medievais e a encantadora Ponte Vecchio. No entanto, nem tudo foi um mar de rosas e, apesar de ser a maior defensora do campismo, às vezes há situações mesmo chatas, até em Itália… como estar a chover torrencialmente e nós termos de esperar no carro durante horas até o temporal abrandar um bocadinho para conseguirmos montar as tendas sem ficarmos todos constipados.

 

Catedral de Florença.JPG

 

A seguir veio Veneza - sem dúvida a cidade da qual me lembro melhor, e a de que mais gostei. Não só me lembro da cidade e dos seus canais, como também me lembro de andar de gôndola, uma experiência encantadora. Esta é uma daquelas cidades em que uma pessoa está sempre de queixo caído. Para além disto, uma das minhas maiores recordações foi uma aventura que eu e o resto das miúdas tivemos no parque de campismo, que nos marcou até hoje. O parque onde estávamos era enorme, com umas piscinas olímpicas, e um dia, ao brincar nestas, avistámos lá ao longe um parque infantil onde não havia ninguém, mas tinha um escorrega enorme. Sem dizer nada aos nossos pais, lá fomos nós todas animadas, sem saber o que nos esperava… subimos ao escorrega e só depois de eu escorregar é que nos apercebemos que tínhamos de facto companhia - um enorme enxame de abelhas, nada felizes por estarmos a invadir o seu espaço. Eu ainda tive sorte, e escapei a tempo, mas a minha prima levou umas 5 ou 6 picadas na mão, o que não foi nada divertido para ela. A mão estava tão inchada que parecia um autêntico desenho animado, tal e qual a mão do Mickey!

 

Ruas de Veneza.JPG

Mergulhos na piscina do parque de campismo.JPG

Máscaras de Veneza.JPG

Praça de São Marcos.JPG

Basílica de São Marcos.JPG

Andar de Gôndola.JPG

Gôndolas.JPG

Basílica de Santa Maria della Salute.JPG

Canais de Veneza.JPG

 

Depois de Veneza, partimos para Verona, onde ficámos pouco menos de um dia. Passeámos, fomos a casa de Julieta, da famosa peça Romeu e Julieta, e tocámos no seio esquerdo da sua estátua, como não podia deixar de ser - dizem que dá sorte, e de facto, depois disso, comemos uma pizza deliciosa ali perto. Se bem que com a quantidade de pizzarias incríveis que há em Itália, não sei se lhe chamaria sorte…

 

Casa de Julieta.JPG

 

E assim chegamos ao final desta viagem, ao visitar Milão, durante o final do dia. Da cidade em si não vimos grande coisa, pois já estava quase tudo fechado quando chegámos, mas passámos lá umas boas horas a deambular na rua até à meia-noite, mais coisa menos coisa. Algo que a minha família faz várias vezes é marcar voos para horas esquisitas, de madrugada, pois tendem a sair bastante mais baratos, e muitas vezes permitem-nos aproveitar mais do nosso destino sem pagar uma noite extra. Esta vez foi um perfeito exemplo disso - tínhamos voo às 4h da manhã no aeroporto de Bérgamo, e por isso estávamos a queimar tempo até à nossa hora chegar, para podermos regressar a casa, exaustos mas felizes.

 

Catedral de Milão.JPG

 

A Itália é realmente do melhor que a Europa tem para oferecer. Acho que não há nenhuma cidade italiana que desaponte, porque todas têm o mesmo ar, o mesmo ambiente, o mesmo estilo de ruelas e cheiros e alegria. E, no entanto, todas têm imenso para ver, diferentes pontos de interesse que se destacam uns dos outros. Visitar Itália é uma experiência única, e recomendo a 100% explorarem novas cidades de carro, assim como acampar nos parques de campismo incríveis que o país tem - não se vão arrepender, e foi uma das melhores experiências que tive até hoje.

 

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Itália - Cápsula do Tempo.png

Dom | 02.05.21

Acampar na Europa // Vantagens & os meus parques favoritos

Joana Lameiras

Acampar no Lima Escape.jpeg

 

Viajar é mudar de ares. É mudar a rotina, ter novas experiências, aproveitar o que de melhor o destino tem para oferecer. Viajar é ter imprevistos e desafios, e conseguir rir deles depois. Viajar, para mim, sempre foi aventurar-me para o desconhecido, e deixar o conforto da minha casa temporariamente para trás. E que melhor maneira há de o fazer do que acampar?

Fiz campismo pela primeira vez há 13 anos atrás com a minha família, e repeti a experiência muitas e muitas vezes depois disso. Fiquei a dormir em parques de campismo na vasta maioria dos países que já conheci na Europa, e por isso cresci passando férias todos os anos a dormir numa tenda. Associo viajar com acampar, e acho que uma parte de mim sempre o fará.

Acampar, especialmente noutro país, é, sem exceção, uma experiência com os seus altos e baixos - se por um lado se tem o privilégio de dormir no meio da natureza e se tem a oportunidade de viver o ambiente incrível de um bom parque de campismo, por outro há sempre imprevistos, sejam eles começar a chover enquanto se monta a tenda ou ficar sem gás no fogão durante a confeção do jantar… Mas posso dizer com toda a certeza que nunca tive uma estadia na qual não me tivesse divertido imenso, não importa o local em que estou. Os próprios incidentes dão imensa graça à viagem, mesmo que às vezes não nos consigamos rir logo das desgraças!

Gosto tanto de fazer campismo, pelas mais variadas razões, que já consegui convencer (quase) todos os meus amigos a experimentar e, embora não seja o estilo de viagem favorito de muitos, adaptarem-se é fácil se tiverem energia e muito boa-disposição! Acredito que todos devem experimentar pelo menos uma vez na vida porque acampar tem realmente imensos benefícios:

 

 

  • Versatilidade

 

Acampar pode ser feito de muitas formas e feitios. Existem os parques de campismo, pelos quais eu normalmente opto, e o campismo selvagem. A diferença entre eles é óbvia - no primeiro existem custos acrescidos, mas também se tem acesso a outro tipo de condições, assim como a alguma segurança. O campismo selvagem acaba por ser um desafio e uma aventura ainda maiores, porque há menos garantias de que tudo vai correr bem, o que pode ser bastante gratificante no final da viagem.

Dentro dos próprios parques de campismo existem também imensos tipos de campismo - para começar, os parques são classificados em estrelas, tal como os outros tipos de alojamentos. Assim sendo, é natural que um parque de 1 estrela não seja nada parecido com um de 5 estrelas - acreditem, que eu já tive nos dois extremos. Os preços são diferentes, sim, mas acima de tudo as condições são completamente distintas, desde o nível de higiene das casas de banho, até à maneira como a vegetação do parque é tratada.

Para além disto tudo, existem hoje em dia diferentes maneiras de acampar dentro de um parque. O habitual é, claro, trazer mochila às costas e tenda pronta a montar, assim como mesa e cadeiras, mas isto não é necessariamente essencial. Há cada vez mais parques que oferecem outros tipos de regime, tal como arrendar a própria tenda, para o campista não ter de comprar uma tenda de propósito - o que é particularmente útil se o objetivo da estadia for experimentar algo novo. Existe também o glamping - glamour camping, com condições mais luxuosas e confortáveis (como ter uma cama) e sem perder, no entanto, o contato direto com a natureza. 

É por esta versatilidade toda que o campismo oferece que eu insisto sempre com o pessoal para experimentar - há estilos de campismo para toda a gente!

 

Glamping na Praia da Galé.jpeg

Glamping.jpeg

 

 

  • É desafiador

 

Acampar exige sempre algum trabalho. Não há forma de dar a volta a isso. Se o objetivo das vossas férias é não levantar um único dedo, então o melhor é mesmo riscar o campismo da vossa lista. Desde montar a tenda, fazer as refeições, lavar a louça, ir a casas de banho partilhadas… acampar nunca oferece o mesmo conforto que uma pessoa tem em sua casa, ou num hotel. Mas é também isso que faz da experiência uma maior aventura - há sempre imprevistos, sempre situações com que temos de lidar que não costumam aparecer no nosso dia-a-dia.

Imaginem só: chegam ao parque de campismo e começa uma chuvada brutal. Chove a cântaros e vocês ainda não têm tenda montada. Têm que esperar que atenue ou então aceitar o destino, enfiar o impermeável e meter mãos à obra. Ou imaginem serem acordados às 3h da manhã porque 5 italianos chegaram ao parque podres de bêbados e recusam deixar de fazer barulho, até finalmente serem expulsos uma hora depois. Podem ainda imaginar aquela clássica situação em que uma pessoa acorda a meio da noite aflitinha para ir à casa de banho e tem que começar a correr porque as mais próximas ficam a 500 metros de distância, rezando para que os intestinos aguentem até lá… Há também o cenário em que demoramos 3h a fazer o jantar porque está um vento desgraçado que apaga a chama a cada 20 segundos… e depois ficamos sem gás. Já para não falar da bicharada, que se mete dentro da tenda à primeira oportunidade que tem, principalmente à noite, exigindo um controlo absoluto sobre quem abre e fecha a “porta”. (“Tens de ir buscar uma coisa à tenda? Vá, vai lá mas rápido! Fecha pá, vamos ser comidos por mosquitos!”)

Todas estas são situações pelas quais passei, e muitas mais do que uma vez. E, honestamente, acampar não seria a mesma coisa sem todos os contratempos, a inerente saída da zona de conforto que só nos faz bem. Acampar desenvolve o nosso espírito de desenrasque, a nossa abertura para experiências novas.

Eu nunca me senti completamente descansada depois de uma viagem em que acampei. Nunca. É desafiador, trabalhoso, cansativo. Mas saio de lá sempre com a maior paz de espírito e o maior sorriso, porque acampar é mesmo, mesmo divertido.

E, para aqueles cujo desconforto é um bocadinho demais, podem optar por ficar num bungalow, por exemplo, em que têm casa-de-banho privativa e cozinha como deve ser mas continuam no meio da natureza, como os campistas à sua volta!

 

Carro cheio

 

 

  • Faz bem à carteira

 

Quem nunca passou horas no booking à procura do melhor deal de alojamento para uma viagem que atire a primeira pedra… ou quem nunca ordenou os alojamentos do mais barato para o mais caro, para poupar uns trocos! Isto é super habitual quando planeio viagens, mas apenas naquelas em que não vou acampar. Quando sei que vou fazer campismo faço também a minha pesquisa, mas não dou tanta importância aos preços e as razões para isto são muito simples: primeiro, os parques de campismo numa determinada zona que oferecem serviços semelhantes têm geralmente preços idênticos; segundo, ficar num parque de campismo é quase sempre bem mais barato do que ficar noutro tipo de alojamento, tendo em conta as condições proporcionadas. Por exemplo, já fiquei num parque de campismo de 5 estrelas em Salou, Espanha, de absoluto luxo, com três piscinas, imensas atividades e a 2 minutos a pé da praia por 20€/noite em plena época alta. Agora imaginem o que este valor vos arranjaria noutro tipo de alojamentos… acho que nem uma cama em camarata partilhada no hostel mais rasca consegue ser tão barata nesta zona.

 

  • É uma lufada de ar fresco

 

Acordar, abrir a tenda e depararmo-nos com árvores a toda a volta, o som dos passarinhos, o fresco da manhã em plena natureza… não tem preço. Quebra a rotina por completo e faz com que nos desliguemos mais facilmente dos telemóveis e de outros dispositivos eletrónicos simplesmente porque não estamos dentro de 4 paredes. Estamos rodeados de pessoal, muitas vezes de todos os cantos do mundo, com as suas tendas, os seus animais, os seus hábitos, todos a partilhar a mesma “casa”, mas permanecendo com o seu próprio espaço.

Ao acampar estamos menos conectados com as redes sociais e estamos mais conectados connosco próprios, com quem está connosco fisicamente a partilhar toda a experiência. Sinto sempre que há mais “lugar” para a conversa, para os passeios, para olhar para o céu à noite depois de um belo dia de férias. Acampar é, de certa forma, abrandar o ritmo e viver ainda mais no presente.

 

Acordar na tenda.jpeg

 

Uma parte muito importante da experiência do campismo é, sem dúvida alguma, o parque escolhido. Há parques com ambientes espetaculares, localizações incríveis e atividades para todos os gostos, o que melhora imenso a experiência. 

Na minha opinião, os melhores parques de campismo são em Itália e em Espanha. O clima e as praias têm enorme influência nisso, sem dúvida alguma, porque fazem com que estes destinos sejam naturalmente ideais para acampar, assim como bastante populares. Há imensa oferta e, com um bocadinho de pesquisa prévia, chega a ser difícil escolher um parque que desaponte, porque há tantos tão bons. Daqueles em que já estive, destaca-se sem dúvida o Camping & Resort Sangulí Salou, do qual eu já falei noutro post. Este é um parque de campismo de 5 estrelas com três piscinas espetaculares e praia do outro lado da estrada. Tem tudo o que alguém possa desejar dentro do parque, desde diversões aquáticas a entretenimento a noite toda. É um verdadeiro paraíso na terra e, apesar de já lá ter estado duas vezes, não me consigo cansar. Fica em Salou, um destino de praia muito popular na Catalunha.

 

Piscina do Camping & Resort Sangulí Salou.jpeg

Ténis no Camping & Resort Sangulí Salou.jpeg

Bar na piscina do Camping & Resort Sangulí Salou

 

Já em Itália posso destacar o Camping Villaggio Atlanta & Mediterraneo, em Chioggia, a cerca de 50 minutos de Veneza, com umas piscinas muito fixes (incluindo uma olímpica) e uma praia privada a 100m de distância. Ótima opção para quem não quer pagar um balúrdio para ficar dentro de Veneza, com imensa tranquilidade e espaço. Não tem grande aquapark, ao contrário de outros parques a que fui neste país, mas a piscina olímpica era tão extensa e estava sempre tão tranquila que nem me importei nada.

No entanto, não são só os parques de campismo na costa que valem a pena. Embora menos impressionantes, os parques na Alemanha e na Áustria são também encantadores, com a relva verdinha, imensa natureza e condições de higiene muito acima da média. Infelizmente, depois de uma extensa pesquisa, não consegui encontrar o parque que mais gostei, em Viena de Áustria, e penso que já deve ter fechado. Era mesmo dentro da cidade e lembro-me que uma das minhas partes favoritas eram as casas de banho - enormes, super asseadas, com lavatórios individuais em que se conseguiam meter todos os produtos de higiene possíveis de uma forma super conveniente. Umas boas casas de banho em parques de campismo são tão mas tão raras que, apesar de só ter 11-12 anos quando aqui estive, ficou-me mesmo na memória.

 

Tendas em Berlim

 

Os parques que me marcaram menos ficam em Inglaterra e na Holanda, assim como na República Checa, apesar de não serem maus, de todo. Simplesmente não se conseguiram destacar no meio de tanta outra coisa boa. Também não ajudou o facto de que apanhámos chuva nesses sítios, o que piora sempre um bocadinho a experiência.

Não posso deixar de mencionar o nosso país, é claro. No verão passado fartei-me de acampar por terras lusas e, deixem que vos diga, temos aqui parques muito fixes. Um dos melhores foi sem dúvida o Lima Escape, no Gerês, com um envolvimento encantador, ótimas condições e uma boa localização. Para além deste, adorei também o Camping Galé, perto de Melides, mais a sul. Tem passagem direta para uma praia muito fixe, um café-bar com preços muito acessíveis e um ótimo ambiente no geral!

 

Acampar no Gerês.jpeg

Parque de Campismo da Galé.jpeg

 

Escusado será dizer que tenho saudades de acampar (e de férias, no geral…) e estou já a fazer planos para explorar mais parques este verão, se o vírus me deixar! Sinto ainda mais necessidade de deixar esta casa e esta bolha de conforto do que o habitual devido à pandemia, e aquilo que me faz manter a motivação do dia-a-dia é pensar em todas as viagens que vou fazer quando isto tudo acabar!

 

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